PF deflagra operação contra quadrilha suspeita de caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu
Operação Duas Margens cumpre mandados em Santa Catarina e mira grupo investigado por crimes ambientais na fronteira entre Brasil e Argentina.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (06/08), a Operação Duas Margens para desarticular uma associação criminosa transnacional investigada por crimes ambientais na região de fronteira entre Brasil e Argentina. A ação teve como foco um grupo suspeito de atuar de forma organizada na caça ilegal de animais silvestres e na captura de espécies ameaçadas de extinção no Parque Nacional do Iguaçu e em áreas de preservação ambiental dos dois países.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, sendo quatro em Chapecó e um em Guatambu. No cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Também foram apreendidas três armas de fogo, munições, aparelhos celulares e outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações.
A investigação foi iniciada em setembro de 2025, após a prisão em flagrante de cidadãos argentinos que praticavam pesca predatória na margem brasileira do Parque Nacional do Iguaçu. De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos utilizavam embarcações clandestinas e equipamentos proibidos para realizar a atividade durante o período noturno em área de preservação ambiental.
No decorrer das investigações, a Polícia Federal identificou uma organização composta por brasileiros e argentinos que, segundo os indícios apurados, promovia de forma recorrente a caça ilegal de animais silvestres e a captura de espécies ameaçadas de extinção em ambos os lados da fronteira.
As apurações apontam ainda que os investigados utilizavam armas de fogo sem registro, mantinham acampamentos clandestinos no interior da mata e contavam com uma rede de apoio formada por olheiros e informantes para acompanhar a movimentação das equipes de fiscalização e segurança. O grupo também utilizava o rio Iguaçu para atravessar a fronteira e acessar o interior do Parque Nacional do Iguaçu pelo lado brasileiro, dificultando as ações de fiscalização.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa na região de fronteira.