Câmara aprova criação do Selo “Estabelecimento Amigo do Celíaco” em Cascavel
Projeto aprovado por unanimidade cria certificação voluntária para reconhecer locais que adotem medidas de segurança alimentar para celíacos....
Por unanimidade, os vereadores aprovaram nesta segunda-feira (10), o Projeto de Lei nº 80/2026, que institui o Selo “Estabelecimento Amigo do Celíaco” no município. De autoria do vereador Edson Souza (MDB), a proposta busca reconhecer e dar visibilidade a estabelecimentos que adotem medidas para garantir mais segurança alimentar às pessoas com doença celíaca.
A doença celíaca é uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, proteína encontrada no trigo, no centeio, na cevada e em seus derivados. Para pessoas diagnosticadas, mesmo pequenas quantidades de glúten podem provocar reações prejudiciais à saúde, o que torna necessários cuidados específicos na manipulação, no armazenamento e na identificação dos alimentos.
“Um dos principais problemas enfrentados por pessoas celíacas é a dificuldade de encontrar estabelecimentos preparados para oferecer atendimento seguro, especialmente diante da falta de informações claras e do risco de contaminação cruzada”, explica Edson Souza. O selo pretende funcionar como uma referência para o consumidor e, ao mesmo tempo, como um incentivo para que empresas adotem boas práticas.
Certificação terá três níveis
O projeto prevê que o selo possa ser concedido a diferentes tipos de estabelecimentos, incluindo restaurantes, lanchonetes, bares, cafés, supermercados, empórios, padarias, indústrias e comércios de alimentos. A proposta também contempla farmácias, escolas, papelarias e outros locais que comercializem ou utilizem produtos que possam conter glúten.
Para receber a certificação, os estabelecimentos deverão atender, conforme sua atividade, a critérios como disponibilização de produtos sem glúten, adoção de procedimentos para prevenir a contaminação cruzada, identificação adequada dos produtos, orientação ou capacitação dos colaboradores sobre a doença celíaca e cuidados no armazenamento e na manipulação.
A certificação será dividida em três níveis, identificados por cores. O selo verde será destinado a estabelecimentos cujo ambiente, preparo e manipulação de alimentos sejam integralmente livres de glúten. O amarelo identificará aqueles que manipulam alimentos com glúten, mas adotam procedimentos de controle para minimizar os riscos de contaminação cruzada. Já o azul será destinado a estabelecimentos que não preparam ou manipulam alimentos e comercializam exclusivamente produtos sem glúten devidamente embalados.
A classificação deverá ser apresentada de forma visível ao público, juntamente com o selo, conforme critérios que ainda serão definidos em regulamentação.
Adesão será voluntária
A proposta estabelece que a certificação dependerá de solicitação do próprio estabelecimento e terá validade de um ano, podendo ser renovada após nova avaliação. O selo poderá ser utilizado em materiais de divulgação, embalagens, cardápios e nas próprias instalações do estabelecimento. Caso os critérios sejam descumpridos ou sejam adotadas práticas que comprometam a segurança das pessoas com doença celíaca, a certificação poderá ser suspensa ou revogada.
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