01 de setembro de 2026

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PF deflagra operação contra caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu e apreende materiais usados em incursões noturnas

Investigação aponta que suspeitos faziam incursões armadas no parque ao menos uma vez por mês desde o início de 2026....

PF deflagra operação contra caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu e apreende materiais usados em incursões noturnas
© Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (01/09), a Operação Pyhare para combater a caça ilegal no interior do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão e recolheram celulares, documentos, roupas e apetrechos utilizados em atividades de caça, além de carne congelada que será submetida a perícia genética.

A investigação começou após a prisão em flagrante de dois homens, em 06/06, na região da Linha Santo Alberto, dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Na ocasião, eles foram abordados durante uma ação integrada da Polícia Militar Ambiental e do ICMBio.

Com os suspeitos, foram apreendidos dois rifles calibre .22, 62 munições intactas e diversos equipamentos utilizados para a caça noturna de animais silvestres. Entre os materiais estavam lanternas de alta potência, redes de descanso camufladas e mira óptica.

Com o avanço das diligências, os investigadores reuniram elementos que indicam que os suspeitos realizavam incursões armadas no interior do Parque Nacional de maneira reiterada. Segundo a Polícia Federal, as entradas na área protegida ocorreriam pelo menos uma vez por mês desde o início de 2026.

Na manhã desta terça-feira, equipes da Polícia Federal e do ICMBio cumpriram os dois mandados de busca e apreensão relacionados à investigação. Durante a ação, foram encontrados, além de documentos e celulares, apetrechos e roupas utilizados para caça, materiais destinados à montagem de jirau na mata e carne congelada.

A carne apreendida será encaminhada para perícia genética, procedimento que poderá auxiliar na identificação das espécies eventualmente abatidas e na apuração dos fatos investigados.

O nome da operação, Pyhare, significa noite ou escuridão em guarani e faz referência ao modo de atuação atribuído aos investigados. Conforme os elementos reunidos durante a investigação, as incursões na mata aconteciam durante a noite, com uso de lanternas de alta potência, mira óptica do tipo red dot e redes de descanso camufladas para pernoite.

As investigações seguem para esclarecer a extensão da atividade de caça e identificar outros possíveis elementos relacionados às incursões ilegais no Parque Nacional do Iguaçu.

/Luiz Felipe Max - Foto: Divulgação


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