03 de novembro de 2026

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Lula anuncia reajuste do Bolsa Família para R$ 691 antes das eleições

Benefício médio do programa também terá aumento, passando de R$ 675 para R$ 777 após anúncio feito no Palácio do Planalto...

Lula anuncia reajuste do Bolsa Família para R$ 691 antes das eleições
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O benefício pago pelo Bolsa Família será reajustado em 15%, elevando o valor mínimo garantido às famílias de cerca de R$ 600 para R$ 691. O decreto que estabelece a atualização foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A medida entra em vigor na data da publicação, mas os novos valores terão efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

A correção considera a variação acumulada de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo, a atualização está prevista na legislação do programa e tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.

Com o reajuste, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passa a R$ 164. O Benefício Primeira Infância será elevado para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar passará a R$ 58.

Durante a cerimônia de assinatura, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, apresentou os cálculos utilizados para definir a atualização. Com os novos valores, o benefício médio do programa deverá passar de R$ 675 para R$ 777, aumento nominal próximo de R$ 100 por família.

Na solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição busca compensar os efeitos da inflação sobre os valores pagos pelo programa. Segundo ele, a manutenção do poder de compra é uma medida voltada às famílias em situação de maior vulnerabilidade e à prevenção da insegurança alimentar.

Durigan também apresentou uma projeção para 2027. Pelas estimativas divulgadas durante o evento, o Bolsa Família deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do patamar de aproximadamente 1,5% registrado na transição entre 2022 e 2023.

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/Samoel Almeida


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