09 de outubro de 2026

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Referência em acolhimento familiar, Cascavel reúne municípios no 2º encontro regional

Com cerca de 200 crianças e adolescentes acolhidos por 95 famílias, Município promove evento para compartilhar experiências e incentivar a expansão do Programa...

Referência em acolhimento familiar, Cascavel reúne municípios no 2º encontro regional
© SOT

Cascavel é referência nacional e latino-americana no serviço de acolhimento familiar. A avaliação é do juiz da Vara da Infância e Juventude de Cascavel, Gláucio Francisco Moura Cruvinel, que participou da abertura do 2º Encontro Regional do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, realizado nesta sexta-feira (9), no auditório da Univel. “Temos aqui cerca de 10% de aproximadamente todos os acolhidos do Brasil. Por isso, Cascavel é referência por possuir um serviço de excelência”. 
O encontro reúne profissionais da assistência social de municípios da região, representantes do Poder Judiciário, egressos do programa, famílias acolhedoras e pessoas que já vivenciaram o acolhimento. A programação busca promover a troca de experiências e compartilhar conhecimentos que contribuam para o fortalecimento e a ampliação do serviço em outros municípios.
A secretária de Assistência Social de Cascavel, Roseli Vascelai, destacou que o município conta atualmente com cerca de 200 crianças e adolescentes, de zero a 14 anos, acolhidos por 95 famílias. "Queremos diminuir o sofrimento das crianças e dos adolescentes, respeitando suas histórias e garantindo dignidade e proteção. É muito triste o número elevado de crianças e adolescentes que precisam de acolhimento, mas seguimos trabalhando, com o apoio do Judiciário, do governo municipal e da comunidade, para oferecer o máximo de amor e proteção, possibilitando uma vida mais feliz e com perspectivas de futuro”.
Um dos momentos marcantes do encontro foi o depoimento de Érick Costa Rosa, do Rio de Janeiro, egresso do Programa Família Acolhedora. Ele compartilhou como a experiência de viver com uma família acolhedora foi determinante para sua trajetória pessoal e acadêmica. “O programa fez muita diferença na minha vida. Passei pelo acolhimento institucional e familiar, mas foi no Família Acolhedora que encontrei o apoio e a orientação de que precisava desde a infância para estudar, fazer faculdade e conquistar uma vida mais digna”, contou.
Atualmente, Érick cursa Serviço Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pretende utilizar a própria história e os conhecimentos acadêmicos para ajudar outras pessoas. “Consegui focar nos estudos graças às orientações que recebi da minha família acolhedora. Esse programa deveria ser implantado em todo o Brasil, porque, se transformou a minha vida, também pode transformar a vida de outras crianças e adolescentes acolhidos”, avalia.
Famílias acolhedoras fazem a diferença
Em Cascavel, o município disponibiliza uma bolsa-auxílio de R$ 1.090 por criança acolhida, além de oferecer acompanhamento e condições para que crianças e adolescentes tenham a oportunidade de conviver em um ambiente familiar seguro e protetor enquanto aguardam o retorno à família de origem ou a definição de sua situação.
A diretora de Alta e Média Complexidade da Secretaria Municipal de Assistência Social, Ana Laura Eckert Egewarth, ressaltou que o trabalho é voltado à proteção de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar em razão de situações de violência e outras violações de direitos. “A Seaso desenvolve um trabalho intenso para que essas crianças e adolescentes não sejam institucionalizados, porque merecem crescer em um lar, junto de uma família que os proteja e lhes ofereça amor e respeito. Nosso objetivo não é tornar o acolhimento definitivo, mas fazer dele uma passagem, da forma mais segura, amorosa e protetora possível até  que os acolhidos possam voltar para suas famílias”, enfatizou.
Como se tornar uma família acolhedora
As famílias interessadas em fazer parte dessa rede de proteção podem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Assistência Social. A assistente social Mary Weber explica que a equipe está disponível para orientar os interessados sobre os requisitos e as etapas necessárias para participar do programa.
“Estamos sempre precisando de famílias voluntárias para o Programa Família Acolhedora. Também buscamos aperfeiçoar continuamente o atendimento a essa demanda, que, infelizmente, não para de crescer”, explicou.
O contato pode ser feito pelo telefone e WhatsApp (45) 99871-1086.

/Samoel Almeida


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