15 de outubro de 2026

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Rio Paraná atinge 120,81 metros e Itaipu alerta para novas chuvas na região

Nível do rio chegou ao pico previsto para a frente de chuvas, mas equipes mantêm monitoramento e reforçam atenção à população....

Rio Paraná atinge 120,81 metros e Itaipu alerta para novas chuvas na região
© William Brisida/Itaipu Binacional

O nível do Rio Paraná atingiu 120,81 metros acima do nível do mar na estação Puente de la Amistad nesta quinta-feira (15), segundo dados da Comissão Especial de Cheias da Itaipu Binacional. O registro corresponde ao pico previsto para a frente de chuvas que atingiu a região, e a expectativa é de uma leve redução nos próximos dias, embora novas precipitações mantenham o cenário sob cautela.

A projeção indica que o nível do rio deve oscilar entre 121,66 metros e 120,44 metros. A comissão ressalta, porém, que as previsões meteorológicas possuem grau de incerteza e que novos cenários podem surgir conforme o comportamento das chuvas.

Na manhã desta quinta-feira, representantes da Itaipu se reuniram com equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Marinha para alinhar as ações relacionadas à cheia. Durante o encontro, foi reforçada a orientação para que a população acompanhe o Boletim Hidrológico da Itaipu, publicado em português e espanhol e atualizado com informações sobre a situação dos rios.

Na margem brasileira do Rio Paraná, não foram registrados novos alagamentos em residências na Vila Bancária. Cinco famílias já haviam deixado suas casas em razão da elevação das águas. O Porto de Areia, às margens do Rio Iguaçu, e o Cataratas Iate Clube, às margens do Rio Paraná, também foram atingidos.

Em Ciudad del Este, no Paraguai, seguem as ações de assistência e retirada preventiva de moradores dos bairros San Rafael e San Agustín. Mais de 600 pessoas já foram transferidas para locais considerados seguros pela Assessoria de Responsabilidade Social da Itaipu.

Segundo a comissão, a cheia foi provocada por chuvas acima do previsto na bacia incremental, na área do próprio reservatório de Itaipu e na bacia do Rio Iguaçu. A usina consegue atuar sobre a vazão liberada pelo reservatório, mas não controla as águas do Rio Iguaçu, que desemboca no Paraná depois da barragem.

Quando a vazão do Iguaçu aumenta de forma expressiva, a capacidade de escoamento do Paraná no trecho de encontro dos dois rios é reduzida. Com isso, o nível do Paraná pode subir, em um fenômeno conhecido como efeito de remanso.

A região de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este já registrou outras grandes cheias. De acordo com a Itaipu, os maiores eventos históricos ocorreram em 1992, 1983 e 2014. As experiências desses episódios contribuíram para o aprimoramento dos sistemas de monitoramento, planejamento e atuação das equipes responsáveis pela segurança da barragem e pela redução dos impactos sobre a população.

A Itaipu também mantém monitoramento hidrometeorológico permanente por meio da Divisão de Estudos Hidrológicos, vinculada à Diretoria Técnica. A gestão do reservatório e a operação da usina permitem regular o escoamento da água dentro dos limites operacionais e contribuem para o gerenciamento das cheias a jusante da barragem.

Ainda na manhã desta quinta-feira, a calha central do vertedouro da Itaipu Binacional foi aberta por questões operacionais. A vazão de vertimento chegou a 12.600 metros cúbicos por segundo pelas calhas esquerda e central.

/Luiz Felipe Max - Foto: William Brisida/Itaipu Binacional


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