Prefeitura de Cascavel inicia fase de implantação de tecnologia de controle e prevenção da dengue
Nesta etapa, ocorre a soltura gradual dos Wolbitos, Aedes aegypti com Wolbachia, ao longo de 26 semanas; Serão instalados os DLOS (Dispositivos de Liberação de Ovos)...
A Prefeitura de Cascavel deu início à fase de implementação dos Wolbitos, Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em 17 bairros. Esses mosquitos não transmitem os vírus da dengue, Zika e chikungunya, e auxiliam no combate às arboviroses. Quando liberados, acasalam-se com os mosquitos locais, passando a bactéria para as gerações seguintes e formando, ao longo do tempo, uma população de mosquitos
com capacidade reduzida de transmitir essas doenças.
Presente desde 2025 nas Diretrizes de Controle e Prevenção das Arboviroses, o Método Wolbachia consolida-se como uma ferramenta cada vez mais adotada no país — e é uma grande conquista poder estar presente em cada vez mais territórios.
Essa fase de liberação tem início após a etapa de engajamento comunitário, período em que a população local recebeu, de forma transparente e responsável, informações sobre a tecnologia e seu funcionamento. A soltura gradual, prevista para ocorrer ao longo de 26 semanas, é realizada por agentes de campo treinados e capacitados, com liberações controladas feitas semanalmente por meio de veículos e equipamentos próprios. A expectativa é que, ao longo dos meses, a presença da Wolbachia aumente de forma autossustentável município.
"Agora que a população já conhece o método e entende que é uma tecnologia segura para a proteção, começam as liberações dos mosquitos. Será um trabalho intenso nas próximas semanas, que ainda conta com a colaboração das pessoas na eliminação do mosquito e de possíveis criadouros. Quem mata o Aedes aegypti também contribui para o método", explica Gabriel Sylvestre, gerente de implementação da Wolbito do Brasil.
No total, os bairros contemplados serão:
Brasmadeira
Cancelli
Centro
Florestas
Guarujá
Morumbi
Periolo
XIV de Novembro
Santa Felicidade
Interlagos
Esmeralda
Alto Alegre
Brasília
São Cristóvão
Cataratas
Cascavel Velho
Universitário
O município conta com uma base de apoio, estrutura mínima para alocar os itens necessários à implementação dos DLOs (Dispositivos de Liberação de Ovos), instalados em pontos estratégicos para a liberação dos Wolbitos na região. Ao todo, serão 6.073 pontos de soltura, protegendo 215.318 pessoas. Essa estrutura recebe as cápsulas com ovos e ração vindas da biofábrica, que, em contato com a água, dão origem aos insetos diretamente nos pontos de liberação.
A fase de liberação caminha junto com o monitoramento por meio de ovitrampas, que mede o estabelecimento da Wolbachia em campo. Pesquisas de eficácia demonstram que, quanto maior a presença de mosquitos com a bactéria em campo, menores são os números de casos de dengue, Zika e chikungunya. Em Niterói, por exemplo, que tem todo o território coberto pela tecnologia, a redução dos casos de dengue foi de 89%.
Em Cascavel, a recomendação é deixar as DLOs instaladas. Caso a população encontre os itens jogados no chão ou vandalizados, podem informar a Secretaria de Saúde, por meio dos telefone (45) 3902-1343 e Whatsapp (45) 9113-0867.
Sobre o Método
O Método Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em parceria com o Ministério da Saúde, e operado pela Wolbito do Brasil. A estratégia é baseada em evidências científicas e integra o conjunto de ações nacionais de enfrentamento às arboviroses.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo do mosquito. Ao se reproduzirem, os mosquitos locais transmitem a bactéria para as próximas gerações, ampliando de forma progressiva e sustentável a presença da Wolbachia no ambiente. Com isso, os mosquitos têm capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika e chikungunya.
A metodologia é duradoura: estudos de comprovação científica demonstram que, mesmo após oito anos das primeiras liberações, os mosquitos mantêm a bactéria Wolbachia de forma estável na população.
Atualmente, o Método está presente em 16 cidades no Brasil, protegendo mais de 8 milhões de pessoas. A expansão da tecnologia já compreende dezenas de outros municípios indicados pelo Ministério da Saúde, dentre eles: Ribeirão Preto, Araraquara e São José do Rio Preto (SP), Contagem (MG), Foz do Iguaçu e Cascavel (PR) e Anápolis, Aparecida de Goiânia e Trindade (GO), Olinda (PE) e Rio Branco (AC).
Wolbito do Brasil - A Wolbito do Brasil nasceu a partir de um desdobramento estratégico do IBMP – Instituto de Biologia Molecular do Paraná junto ao WMP – World Mosquito Program, organização pioneira na implementação do Método Wolbachia no Brasil. Com a missão de ajudar a proteger a população contra dengue, Zika e Chikungunya, promove a consolidação e expansão da estratégia
no país, reproduzindo a qualidade e os resultados de eficácia conquistados desde 2014 pelo trabalho desenvolvido pelo WMP junto a FIOCRUZ, garantindo sustentabilidade, ampliando o acesso e promovendo impacto em larga escala.
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