Novembro Roxo: prematuridade transforma rotina de famílias atendidas no HUOP
História de mãe de gêmeas prematuras revela os desafios da internação neonatal e destaca a estrutura e o acolhimento oferecidos pelo HUOP....
A internação neonatal e os cuidados especializados necessários após o nascimento prematuro transformam a rotina de famílias atendidas pelo Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel. Durante o Novembro Roxo, campanha de conscientização sobre a prematuridade, a história de Hermine Bordotte, mãe de gêmeas que nasceram antes do tempo esperado, evidencia os desafios enfrentados pelos familiares e a importância da assistência hospitalar durante a recuperação dos recém-nascidos.
Em 16 de março, após realizar exames durante o acompanhamento da gestação, Hermine recebeu a orientação de permanecer internada. A expectativa de voltar para casa depois da consulta foi substituída pela necessidade de ficar no hospital, sem poder se alimentar naquele momento. A situação representou uma mudança nos planos da mãe, que aguardava a chegada das duas filhas.
O período de internação foi marcado pela preocupação com a saúde das meninas. A fé se tornou um dos principais pontos de apoio para Hermine, que também contou com a assistência dos profissionais do hospital durante a gestação e os cuidados posteriores ao nascimento.
Com a chegada das gêmeas, as recém-nascidas precisaram de acompanhamento especializado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCI). A recuperação das meninas foi acompanhada pelas equipes de neonatologia até a alta hospitalar.
Para a mãe, o atendimento recebido durante esse período foi fundamental para enfrentar as dificuldades. A assistência envolveu profissionais de enfermagem e médicos, responsáveis pelo acompanhamento das condições clínicas das bebês.
A experiência de Hermine representa a realidade de muitas famílias que passam pela prematuridade. A internação pode exigir semanas ou meses de cuidados, além de uma adaptação à rotina hospitalar e à preocupação constante com a evolução da saúde dos filhos.
O nascimento antes do tempo
Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Como o desenvolvimento ainda está em andamento, o nascimento antecipado pode exigir assistência especializada, de acordo com as condições clínicas do recém-nascido.
Entre os motivos que levam à internação neonatal estão a prematuridade, os distúrbios respiratórios, as malformações, as intercorrências durante o nascimento e os distúrbios circulatórios e cardíacos.
Fora do útero, os recém-nascidos precisam continuar o desenvolvimento em um ambiente com características diferentes daquelas encontradas durante a gestação. A exposição à luz e aos ruídos, a manipulação para procedimentos e as intervenções dolorosas estão entre os desafios enfrentados durante o tratamento.
A separação entre mãe e bebê também pode dificultar esse período. Enquanto os recém-nascidos recebem cuidados contínuos, os familiares precisam compreender a rotina da unidade e encontrar maneiras de participar da recuperação.
Acolhimento aproxima pais e bebês
No HUOP, o atendimento às famílias começa no primeiro contato com a unidade neonatal. Os profissionais procuram compreender o conhecimento dos pais sobre as condições de nascimento dos filhos e explicam o funcionamento do setor, os equipamentos utilizados e os cuidados necessários durante a internação.
O acolhimento inclui orientações sobre higienização das mãos, paramentação para entrar na unidade e participação dos familiares no tratamento. A compreensão do ambiente hospitalar ajuda os pais a acompanhar os procedimentos e entender a assistência prestada aos recém-nascidos.
A presença dos responsáveis é incentivada durante todo o período de internação. A unidade permite a entrada livre dos pais, sem restrição de horário para visitas, possibilitando o acompanhamento dos filhos e o recebimento de informações sobre o estado de saúde.
O contato entre familiares e bebês também é estimulado por meio do toque, do colo, do Método Canguru, das conversas e das canções. Essas práticas favorecem a aproximação durante a internação, inclusive nos casos em que o nascimento ocorre antes das 40 semanas de gestação.
A assistência é realizada por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas e residentes de diferentes áreas. O acompanhamento das famílias também conta com profissionais da psicologia e do serviço social, conforme as necessidades identificadas.
A complexidade do atendimento neonatal exige vigilância constante, especialmente diante da instabilidade clínica dos pacientes e de situações delicadas, como os momentos de perda. O trabalho demanda profissionais experientes e preparados para lidar com as particularidades dos recém-nascidos.
Estrutura neonatal do HUOP
O Hospital Universitário do Oeste do Paraná conta com 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e outros 10 de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal, totalizando 20 leitos destinados ao atendimento especializado de recém-nascidos.
Em média, a UTIN atende de 20 a 25 recém-nascidos por mês, enquanto a UCI recebe entre 35 e 40 pacientes mensais.
Em 2024, o hospital registrou 236 recém-nascidos atendidos na UTI Neonatal e 385 na Unidade de Cuidados Intermediários. No ano seguinte, os números chegaram a 282 e 417, respectivamente.
Já no primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 112 atendimentos na UTIN e 188 na UCI. Os dados evidenciam a demanda por cuidados neonatais especializados e a importância da estrutura hospitalar para o acompanhamento dos bebês.
A participação da família durante a recuperação
Ao recordar o período de internação, Hermine destaca a importância da família para enfrentar as dificuldades e acompanhar a evolução das filhas. A experiência também motivou a mãe a transmitir uma mensagem de apoio a outros familiares que passam por situações semelhantes, ressaltando a importância da fé diante das incertezas.
A prematuridade envolve não apenas os cuidados médicos necessários nos primeiros dias de vida, mas também um processo de adaptação para os familiares, que precisam lidar com expectativas diferentes das planejadas e aprender a conviver com a rotina hospitalar.
No HUOP, o atendimento reúne assistência clínica, orientação e acolhimento aos pais. A participação da família, o contato com os recém-nascidos e o suporte dos diferentes profissionais integram o cuidado oferecido aos bebês que necessitam de atenção especializada desde os primeiros momentos de vida.
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