03 de novembro de 2026

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58% pronto: Ratinho Junior vistoria obras do novo planetário do Parque da Ciência

Novo planetário em Pinhais terá sistema de projeção imersiva da Zeiss, estrutura sustentável e expectativa de receber até 150 mil visitantes por ano....

58% pronto: Ratinho Junior vistoria obras do novo planetário do Parque da Ciência
© Ari Dias/AEN

O novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), está com 58% das obras concluídas. O governador Carlos Massa Ratinho Junior vistoriou a estrutura nesta terça-feira (03/11), que será a mais moderna da América Latina e contará com um sistema de projeção desenvolvido pela empresa alemã Zeiss. O equipamento está previsto para chegar ao Brasil nos próximos dias.

A tecnologia foi adquirida por € 5,16 milhões, o equivalente a R$ 31 milhões na época da compra. A previsão é que o sistema desembarque no Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná, em 7 de novembro. Após os trâmites aduaneiros, o equipamento será transportado até o Parque da Ciência, onde a instalação deverá começar assim que chegar ao local.

A estrutura terá uma cúpula de 18 metros de diâmetro e 508 metros quadrados de superfície de projeção. O sistema híbrido Asterion Premium + VELVET LED combinará um projetor óptico-mecânico central com 11 projetores digitais distribuídos ao redor da cúpula.

O equipamento óptico será capaz de simular cerca de nove mil estrelas observáveis a olho nu em condições ideais de céu, além de reproduzir a Via Láctea, a Lua, os planetas e diferentes movimentos e referências astronômicas. Já os projetores digitais permitirão a exibição de imagens em formato fulldome, cobrindo toda a cúpula com animações, vídeos e conteúdos de diferentes áreas do conhecimento.

Estrutura sustentável e avanço das obras

Um dos diferenciais do projeto é a utilização de madeira engenheirada, técnica que combina camadas de madeira coladas sob alta pressão para formar peças resistentes e estáveis. O método proporciona eficiência estrutural e reduz a geração de resíduos em comparação com sistemas tradicionais de concreto ou aço.

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A fundação e a terraplanagem já foram concluídas. A estrutura de concreto e alvenaria está 98% finalizada, enquanto mais de 75% da estrutura de madeira engenheirada já foi executada.

Também avançaram os trabalhos de divisão interna das salas, instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas, além dos serviços de drenagem, calçamento e adequações na área externa.

O complexo terá mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída, incluindo cúpula de projeção imersiva, auditório, salas expositivas, ambientes pedagógicos e administrativos, áreas de apoio e serviços aos visitantes. O projeto também prevê a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, localizada nas dependências do parque.

A execução está a cargo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria de Estado da Educação (Seed). O investimento de R$ 46,5 milhões é realizado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio do Fundo Paraná.

A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, informou que a previsão é entregar a estrutura até março de 2027, incluindo a instalação da cúpula, dos equipamentos e do mobiliário. O investimento total estimado, considerando a obra, o sistema de projeção, os móveis e os equipamentos, é de aproximadamente R$ 90 milhões.

Projeto arquitetônico e expectativa de visitantes

O projeto arquitetônico foi escolhido por meio de um concurso nacional que buscou uma proposta moderna, criativa e funcional. Com o tema Órbita, o escritório Nardo Grothge Arquitetos venceu a seleção e desenvolveu o desenho inspirado nos movimentos dos corpos celestes. Os arquitetos receberam R$ 60 mil de premiação e ficaram responsáveis pela elaboração dos projetos legais e executivos.

Segundo o diretor do Parque da Ciência Newton Freire Maia, Anisio Lasievicz, a expectativa é que o planetário receba até 150 mil pessoas por ano. A estrutura também deverá ampliar as atividades de divulgação científica, atendendo estudantes da educação básica, acadêmicos, universidades e clubes de ciência e astronomia.

O espaço poderá sediar atividades de extensão e eventos científicos, além de contribuir para o turismo regional e a geração de renda na região do Parque da Ciência.

/Samoel Almeida - Foto: Ari Dias/AEN


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