03 de novembro de 2026

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Mercado eleva projeções para inflação, Selic e dólar em 2026 e reduz estimativa do PIB

Boletim Focus aponta inflação de 5,22%, dólar a R$ 5,34 e crescimento de 1,76% para a economia brasileira neste ano....

Mercado eleva projeções para inflação, Selic e dólar em 2026 e reduz estimativa do PIB
© Divulgação

O mercado financeiro elevou as projeções para a inflação, a taxa básica de juros (Selic) e a cotação do dólar em 2026, enquanto reduziu, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de crescimento da economia brasileira. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03/11) pelo Banco Central, no Boletim Focus, primeiro relatório após o resultado das eleições presidenciais.

A expectativa para a Selic ao final deste ano passou de 13,25% para 13,5%, mesmo patamar projetado há quatro semanas. Atualmente, a taxa está em 13,75%, indicando que os analistas ainda esperam um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro.

Para 2027, a previsão é de que os juros terminem o ano em 12,5%. Em 2028, a estimativa é de 11%.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Taxas mais elevadas encarecem o crédito e ajudam a conter a demanda e os preços, mas podem desacelerar a atividade econômica. Já a redução dos juros estimula o consumo e os investimentos, embora possa aumentar as pressões inflacionárias.

Inflação

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, subiu de 5,19% para 5,22% em 2026. Há quatro semanas, a expectativa era de alta de 5,01%.

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Para os anos seguintes, o mercado financeiro estima inflação de 4,76% em 2027 e de 4% em 2028.

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,32% em outubro. Com o resultado, o índice acumulou avanço de 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação.

A desaceleração em relação a setembro, quando o indicador subiu 0,70%, foi influenciada principalmente pela redução da conta de energia elétrica residencial, após a adoção da bandeira tarifária verde em outubro.

Na contramão, os alimentos exerceram a maior pressão de alta sobre o índice. Entre os produtos com maiores aumentos estavam o tomate, com 24,54%, a cebola, com 13,63%, a batata-inglesa, com 10,96%, e o arroz, com 5,80%.

Economia

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos no país, recuou de 1,8% para 1,76% em 2026.

A revisão representa a terceira semana consecutiva de redução na expectativa de expansão da economia brasileira.

Para 2027, os analistas projetam crescimento de 1,2%. Já em 2028, a estimativa é de avanço de 1,8%.

Dólar

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34, segundo o Boletim Focus.

Para 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana encerre o ano cotada a R$ 5,40. O mesmo valor é projetado para o fechamento de 2028.

/Samoel Almeida - Foto: Divulgação


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