OAB Cascavel realiza ato de desagravo em defesa da advocacia
Solenidade reforçou a importância da união da classe e do respeito às prerrogativas profissionais.....
A OAB Cascavel promoveu, nesta quarta-feira (10), um ato público de desagravo em frente ao Fórum Estadual da Comarca, em defesa da advocacia. A mobilização reuniu advogados e representantes da Subseção, que se manifestaram contra ofensas dirigidas à classe durante uma sessão do Tribunal do Júri, que ocorreu em abril do ano passado.
“O advogado faz parte do tripé da justiça, é a base de tudo, então defender a advocacia não é sobre defender apenas os advogados envolvidos, mas sim toda a classe que teve seus direitos violados e que precisam do apoio da justiça para conseguir trabalhar de forma célere”, afirmou Aldino Balbinotti, presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais da OAB Cascavel.
Na mesma linha, a presidente da Subseção, doutora Silvia Mascarello Massaro, destacou o compromisso da entidade com a valorização da advocacia. “A OAB precisa se manifestar diante de casos como esse. Nós, da Subseção, estamos sempre prontos para defender os advogados e mostrar à sociedade que situações assim não devem ocorrer. Neste ano, reforçamos nossa união em prol da advocacia e mostramos, mais uma vez, que a nossa Subseção tem uma comissão de prerrogativas que é ativa e atuante, e que está pronta para atender os advogados nas suas necessidades”, disse.
O diretor de Prerrogativas da OAB Cascavel, Leandro Moratelli Batista, reforçou que o desagravo é um instrumento legítimo da advocacia. “O ato de desagravo não é um protesto: é um instrumento que tem previsão no estatuto da advocacia e ele será utilizado sempre que for necessário. Todo advogado que sofre qualquer tipo de perturbação em suas prerrogativas pode e deve contar com o apoio da OAB. Nós estamos à disposição, e sempre prontos para atender a classe e, além disso, tomar as devidas providências, como foi neste caso”, declarou.
Com caráter institucional, o desagravo público busca reafirmar a defesa das prerrogativas da advocacia e assegurar que advogados e advogadas exerçam sua profissão com independência, em benefício da cidadania e do fortalecimento da democracia.
Entenda o caso
O ato de desagravo foi motivado por um episódio ocorrido em 23 de abril de 2024, durante uma sessão do Tribunal do Júri em Cascavel (PR), quando o promotor de Justiça Thiago Trevizoli Justo proferiu ofensas graves contra advogados que atuavam na defesa de oito réus. Em meio à manifestação da defesa, o promotor os acusou de serem “financiados pelo tráfico de drogas” e chegou a usar termos como “safado” e “frouxo”, conforme aparece em vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais; o clima de tensão só foi contido após a intervenção da Polícia Militar, e a sessão acabou encerrada pelo juiz Marcelo Carneval. Na época, o caso teve destaque nacional, mobilizando toda a advocacia.
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