Pacientes bariátricos se encontram para acompanhamento no HUOP
A iniciativa reuniu pessoas que já passaram pelo procedimento para reforçar orientações sobre o pós-operatório, incentivar o acompanhamento contínuo e promover a troca de experiências entre quem vive o processo de transformação após a cirurgia.
Pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica participaram de um encontro promovido pelo Serviço de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), coordenado pelo Prof. Dr. Allan Araújo.
A iniciativa reuniu pessoas que já passaram pelo procedimento para reforçar orientações sobre o pós-operatório, incentivar o acompanhamento contínuo e promover a troca de experiências entre quem vive o processo de transformação após a cirurgia.
O encontro também faz parte da estratégia do hospital para manter os pacientes próximos da equipe multiprofissional mesmo após o procedimento. A proposta é fortalecer a responsabilidade com o cuidado contínuo e identificar necessidades individuais de cada paciente.
Segundo o coordenador, um dos maiores desafios após a cirurgia bariátrica é justamente a falta de acompanhamento adequado. “O maior problema que nós temos hoje na cirurgia bariátrica é o não acompanhamento. Muitas pessoas acreditam que a única preocupação é perder ou recuperar peso, mas o pós-operatório exige atenção constante. Eventos como esse ajudam a trazer os pacientes novamente para a responsabilidade do cuidado com a própria saúde”, explica.
Durante o encontro, também são retomados temas fundamentais que fazem parte do processo desde o pré-operatório, como alimentação, atividade física e comportamento. A equipe aproveita o momento coletivo para identificar demandas específicas de cada paciente. “A obesidade é uma doença complexa, crônica, multifatorial e recidivante. A cirurgia bariátrica é o tratamento mais efetivo que temos hoje para a maioria dos pacientes, mas a efetividade dela aumenta muito quando existe acompanhamento adequado”, destaca o Prof. Dr. Allan Araújo.
Além do controle do peso, o monitoramento também permite acompanhar outras condições de saúde que frequentemente estão associadas à obesidade, como hipertensão, diabetes e questões relacionadas à saúde mental.
Mudança que começa pela saúde
Entre os participantes do encontro está Anderson Montezol, que decidiu buscar o tratamento após enfrentar complicações causadas pela diabetes. “Eu tinha a diabetes totalmente descontrolada por causa do excesso de peso. Minha hemoglobina glicada era muito alta e a glicose chegava a 300 ou 400 em jejum. O que me motivou foi justamente conseguir controlar essa doença e aprender a cuidar da minha saúde através do programa do HUOP”, conta.
Após o acompanhamento e a preparação com a equipe, Anderson conseguiu reduzir peso e foi liberado para realizar a cirurgia bariátrica. Em pouco mais de dois meses, os resultados já são visíveis. “Em cerca de 60 dias eu já eliminei 20 quilos. A mudança estética é visível, mas o que muda mesmo é o interno. Hoje eu não tomo mais medicação para diabetes, durmo melhor, trabalho melhor e aprendi muito sobre alimentação e sobre como cuidar da minha saúde”, relata Anderson.
Além das orientações profissionais, o encontro também se torna um espaço de apoio entre os próprios pacientes, que compartilham experiências, dificuldades e conquistas após a cirurgia. A troca de vivências ajuda a fortalecer o processo de adaptação e reforça que o tratamento da obesidade exige cuidado contínuo e acompanhamento especializado.