Técnico de enfermagem acusado de abuso no HUOP é absolvido em definitivo pela Justiça do Paraná
Decisão unânime do TJPR confirma inocência de profissional preso em 2024; caso teve grande repercussão e durou mais de 15 meses
O Tribunal de Justiça do Paraná confirmou, em decisão unânime no dia 26/03, a absolvição de um técnico de enfermagem do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, que havia sido preso em 2024 sob acusação de abuso sexual contra pacientes. O profissional permaneceu preso por mais de nove meses e já havia sido absolvido em primeira instância em 03/08/2025, decisão agora mantida em definitivo pela 4ª Câmara Criminal.
O caso teve início em 11/12/2024, quando o técnico foi preso em flagrante dentro do hospital após denúncias de que estaria cometendo abusos contra pacientes supostamente sedados durante o atendimento. A prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte, após audiência de custódia, a pedido do Ministério Público.
Na época, a denúncia indicava que o profissional atuava em uma ala específica do hospital e teria praticado os crimes durante o exercício da função. O caso ganhou ampla repercussão regional e nacional, com divulgação da prisão e da acusação, o que impactou diretamente a vida pessoal e profissional do técnico.
Durante a investigação e o processo judicial, foram ouvidas testemunhas, analisados prontuários médicos e colhidos depoimentos. Em 03/08/2025, a Justiça de primeira instância concluiu pela absolvição total do acusado por insuficiência de provas, determinando a revogação da prisão preventiva e a expedição de alvará de soltura.
Mesmo após a decisão, o Ministério Público e a assistência de acusação recorreram ao Tribunal de Justiça do Paraná. Em 02/10/2025, a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado já havia se manifestado pela manutenção da absolvição, apontando ausência de elementos suficientes para condenação.
O julgamento do recurso ocorreu em 26/03, quando a 4ª Câmara Criminal do TJPR negou provimento aos pedidos da acusação e manteve integralmente a sentença absolutória, encerrando o caso após mais de 15 meses de tramitação.
Com a decisão, a Justiça reconheceu que as acusações não foram comprovadas ao longo da instrução processual, consolidando a inocência do técnico de enfermagem. O caso é considerado encerrado no âmbito judicial, restando apenas a publicação do acórdão.