Defesa do condutor do HB20 nega tentativa de homicídio e aponta “acidente por distração”
Defesa de motorista nega tentativa de homicídio em acidente grave no Floresta e aponta “acidente por distração”….
A defesa do motorista envolvido no grave acidente registrado no último dia 8 de abril, no bairro Floresta, em Cascavel, divulgou nesta terça-feira (14) uma nota à imprensa com a versão do condutor sobre o caso, investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio qualificado.
No documento, os advogados afirmam que o episódio teve início após uma “manobra perigosa” do motociclista, que teria cortado a frente do veículo na contramão, dando origem a um desentendimento verbal. Segundo a defesa, após a discussão, o motorista seguiu seu trajeto, mas passou a ser perseguido pelo motociclista por cerca de três quadras.
A nota sustenta que, em determinado momento, o condutor parou o carro com a intenção de encerrar o conflito, mas o motociclista teria chutado e danificado o retrovisor do automóvel, fugindo em alta velocidade na sequência.
De acordo com os advogados, o motorista decidiu seguir a motocicleta apenas para identificar a placa e tomar as medidas legais cabíveis. A colisão, que terminou com o motociclista gravemente ferido e com amputação de um dos pés, teria ocorrido quando o condutor tentou pegar o celular para fotografar a placa.
“Ao desviar a atenção para o aparelho e retornar o olhar para a via, a proximidade com a moto tornou o impacto inevitável, não havendo tempo hábil para reação ou frenagem”, diz trecho da nota, que classifica o caso como “acidente por distração (culpa)” e não como uma ação intencional.
A defesa também destaca que o motorista não possui antecedentes criminais, não conhecia a vítima e teria agido sob abalo emocional após o dano ao veículo. Os advogados argumentam ainda que não há elementos que indiquem intenção de matar, pedindo que o caso seja analisado sob a ótica de infrações de trânsito e responsabilidade culposa, e não como crime doloso contra a vida.
Investigação segue
Apesar da versão apresentada pela defesa, a Polícia Civil havia informado anteriormente que trabalha com a hipótese de que o motorista assumiu o risco ao perseguir o motociclista, o que motivou o enquadramento inicial como tentativa de homicídio qualificado.
Exames periciais seguem em andamento para apurar as circunstâncias do acidente, como a velocidade do veículo e a existência de tentativa de frenagem antes do impacto. O caso continua sob investigação.