Moradores denunciam demora no PAM de Corbélia e pressionam prefeitura por soluções
Relatos apontam espera de horas, falta de informações e pacientes deixando unidade sem atendimento...
Moradores de Corbélia têm relatado demora no atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM), situação que ganhou repercussão após diversas manifestações encaminhadas à reportagem e publicadas nas redes sociais. As queixas indicam espera de várias horas, dificuldades na triagem, ausência de informações e até pacientes deixando o local sem receber atendimento médico.
Os relatos descrevem um cenário de sobrecarga na unidade, com grande número de pessoas aguardando por atendimento e equipe reduzida. Entre as principais críticas estão a demora excessiva para consultas, a limitação de profissionais disponíveis e a percepção de desorganização no fluxo de atendimento, especialmente em casos considerados urgentes.
Diante da repercussão negativa, a administração municipal reconheceu que o tempo de espera registrado não é adequado, principalmente em situações de urgência e emergência, e informou que iniciou uma análise interna para identificar falhas e adotar medidas corretivas.
Segundo dados apresentados pela prefeitura, entre o último sábado e a madrugada de quarta-feira foram realizados 541 atendimentos, com média diária de 135 pacientes. Nesse período, houve ainda 10 transferências para hospitais de maior complexidade, três pacientes intubados e dois óbitos, casos que exigem maior dedicação das equipes e impactam diretamente no tempo de resposta da unidade.
A gestão municipal também argumenta que a estrutura física não é o principal fator para a qualidade do atendimento, destacando que a capacidade de resposta depende da disponibilidade de profissionais e da organização interna. A quantidade de médicos e enfermeiros, conforme informado, permanece semelhante à do antigo PAM, inclusive com a manutenção de grande parte da equipe.
Outro ponto levantado é a recente mudança de local do atendimento, motivada por problemas estruturais no prédio anterior, como ausência de licença sanitária, laudo do Corpo de Bombeiros e falta de gerador de energia. Além disso, o período de feriado prolongado, com unidades básicas de saúde fechadas por quatro dias, teria contribuído para o aumento da demanda no pronto atendimento.
Mesmo com as justificativas, a insatisfação da população evidencia a necessidade de ajustes imediatos no serviço. A prefeitura orienta que reclamações formais sejam registradas por meio da Ouvidoria municipal, enquanto afirma acompanhar diariamente o processo de transição e já avalia mudanças na equipe médica, incluindo a substituição de profissionais e a ampliação do número de médicos em horários de maior movimento.
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