Delegacia da Mulher apreende arsenal após denúncia de ameaça de morte em caso de violência doméstica em Foz do Iguaçu
Operação da Polícia Civil retirou armas e mais de 150 munições de residência no bairro Mata Verde após denúncia de violência doméstica.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia da Mulher de Foz do Iguaçu, apreendeu nesta Quinta-feira (30/04) armas de fogo, munições e carregadores durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Mata Verde, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A ação foi autorizada pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher após denúncia envolvendo ameaças, ofensas verbais e risco à integridade da vítima.
De acordo com a investigação, o caso teve início após a vítima procurar as autoridades e relatar episódios de violência doméstica praticados pelo companheiro. Conforme registrado em boletim de ocorrência, a mulher informou ter sido alvo de ameaças de morte e intimidações recorrentes dentro da residência.
Durante a operação, policiais civis localizaram um cofre no quarto do investigado e apreenderam uma pistola Glock calibre 9mm, um revólver Taurus calibre 38 e uma espingarda Boito calibre 22. Também foram recolhidas 154 munições intactas, sendo 50 de calibre 9mm, 40 de calibre 38 e 64 de calibre 22, além de três carregadores de calibre 9mm.
Segundo as informações apuradas pela Polícia Civil, além das ameaças verbais, o investigado teria deixado armas expostas em áreas comuns da casa em ocasiões anteriores como forma de intimidação psicológica e geração de medo no ambiente familiar.
A Delegacia da Mulher destacou que a retirada de armas de fogo em ocorrências de violência doméstica é considerada uma medida preventiva essencial para reduzir riscos e impedir o agravamento de ameaças. A apreensão desses itens busca preservar a segurança da vítima e interromper situações que possam evoluir para casos mais graves, como feminicídio.
A PCPR reforçou ainda a importância das denúncias por parte de vítimas e testemunhas, ressaltando que o registro formal permite a atuação do Estado com adoção de medidas protetivas de urgência e outras ações de proteção às mulheres em situação de violência.