1º semestre: Caged põe Toledo na liderança estadual na Geração de empregos
Entre janeiro e junho deste ano, município criou 2.649 novos postos de trabalho em 2025, a maior média per capita entre as 24 maiores cidades do Paraná Anterior Próximo...
Toledo encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho proporcional na geração de empregos formais entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mostram que o município criou 2.649 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e junho, alcançando a maior média per capita do Estado.
No período, foram registradas 20.403 admissões e 17.754 desligamentos, resultando em saldo positivo de 2.649 vagas. Em números absolutos, Toledo ocupa a quinta posição entre as maiores cidades do Paraná, atrás apenas de Curitiba (16.148), Londrina (4.227), Maringá (3.271) e São José dos Pinhais (2.688).
Quando o resultado é proporcional à população, o município lidera o ranking estadual, com 16.484,03 vagas abertas para cada 1 milhão de habitantes. O índice supera os registrados pelos demais integrantes do "Top 5" estadual: Araucária (11.544,13), Arapongas (9.948,89), Curitiba (8.820,21) e São José dos Pinhais (7.682,63).
O principal responsável pelo desempenho de Toledo foi o setor de serviços, que respondeu por 1.517 novas vagas líquidas no semestre. Foram 8.226 admissões e 6.709 desligamentos. Na sequência aparecem a indústria, com saldo de 558 empregos (5.721 admissões e 5.163 desligamentos); a construção civil, com 500 (2.007/1.507); o comércio, com 58 (3.934/3.876); e a agropecuária, com 16 (515/499).
O diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco) e gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Vanderlei Timóteo, avalia que a liderança do setor de serviços reflete mudanças estruturais no mercado de trabalho local. "Este segmento tem assumido um papel determinante para o futuro da empregabilidade em Toledo. Por isso, temos trabalhado junto às empresas para mostrar a importância de se adaptarem às novas demandas e ampliarem a oferta de vagas formais", observa.
Formalidade e crescimento – Outro indicador em que Toledo se destaca é a expansão do estoque de empregos formais. Entre o fim de 2025 e junho de 2026, o número de trabalhadores com carteira assinada passou de 60.836 para 63.485, um crescimento de 4,35%. Trata-se da maior variação positiva entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, à frente de Colombo (4,03%), Araucária (3,91%), Fazenda Rio Grande (3,74%) e Arapongas (3,20%).
Para Vanderlei, o avanço do emprego formal também demonstra uma mudança no comportamento de trabalhadores e empregadores. "Muitos profissionais que antes atuavam na informalidade têm buscado empregos com carteira assinada, enquanto as empresas vêm ampliando esse processo de formalização", destaca o diretor. "Isso fortalece o mercado de trabalho, facilita a contratação de mão de obra qualificada e mostra que as empresas de Toledo estão cada vez mais preparadas para absorver esses profissionais e oferecer serviços de qualidade", completa.
O município também figura entre aqueles com maior participação do emprego formal em relação à população. Atualmente, 39,51% dos moradores possuem vínculo empregatício com carteira assinada. Apenas Curitiba (44,42%), Pinhais (40,32%) e Maringá (39,74%) apresentam percentual superior ao de Toledo, que ocupa a quarta posição estadual e aparece à frente de São José dos Pinhais (38,26%).
Junho – O desempenho positivo também foi mantido em junho, quando Toledo registrou saldo de 362 novos empregos formais, resultado de 3.016 admissões e 2.654 desligamentos. Assim como no acumulado do semestre, o setor de serviços liderou a geração de vagas no mês, com saldo de 244 empregos (1.144 admissões e 900 desligamentos). Na sequência aparecem o comércio, com 47 (615 admissões e 568 desligamentos); a indústria, com 38 (888/850); a construção civil, com 26 (289/263); e a agropecuária, com sete (80/73).
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