PCPR mira organização criminosa ligada ao tráfico e lavagem de dinheiro em operação com 24 mandados
Operação cumpre prisões e buscas em quatro cidades e bloqueia contas e veículos de luxo ligados ao grupo investigado....
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta quinta-feira (20/08) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, com atuação predominante no bairro Cajuru, em Curitiba. Ao todo, são cumpridos 24 mandados judiciais em Curitiba, Piraquara, São José dos Pinhais e Balneário Camboriú (SC), além de medidas para bloquear até R$ 1 milhão em contas bancárias e sequestrar veículos de luxo.
A operação conta com nove mandados de prisão preventiva e 15 ordens de busca e apreensão domiciliar. Cães de faro da PCPR também participam das diligências realizadas pelas equipes policiais.
As investigações começaram a partir de denúncias anônimas e requisições do Ministério Público que apontaram um intenso fluxo de narcotraficância na região conhecida como Rua do Meio, no bairro Cajuru.
Com o avanço das diligências de campo e das interceptações autorizadas pela Justiça, os investigadores identificaram uma estrutura considerada hierarquizada e organizada. Segundo a apuração, a coordenação das atividades era realizada por um indivíduo que, mesmo à distância, mantinha o controle sobre o abastecimento de drogas, a logística de distribuição e a movimentação financeira do grupo.
De acordo com a PCPR, o principal investigado administrava as atividades a partir do litoral de Santa Catarina e de bairros nobres de Curitiba. A organização também contava com gerentes responsáveis por pontos de venda de drogas, incluindo pessoas que continuavam exercendo funções de comando mesmo utilizando tornozeleira eletrônica.
A comercialização investigada era concentrada principalmente em cocaína e derivados de maconha. Para manter a distribuição dos entorpecentes, o grupo teria desenvolvido uma estrutura logística que envolvia intermediários, entregadores de aplicativos e imóveis utilizados por familiares.
As investigações apontaram ainda que drogas eram transportadas em embalagens disfarçadas de presentes, enquanto algumas residências de familiares eram utilizadas para armazenamento e fracionamento dos entorpecentes antes da distribuição.
Na parte financeira, a PCPR identificou um esquema destinado a ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico. Conforme a investigação, a organização criou empresas de fachada registradas em nome de terceiros e familiares para movimentar e dissimular os lucros provenientes das atividades criminosas.
A estrutura também contava, segundo a polícia, com pessoas responsáveis pela contabilidade e pela administração de contas bancárias. Os lucros obtidos com a atividade ilícita chegavam a dezenas de milhares de reais por mês, de acordo com os elementos reunidos durante a investigação.
Com a operação, a PCPR busca interromper a atuação da organização criminosa e reduzir sua capacidade financeira e patrimonial. Além das prisões e buscas, o bloqueio de contas e o sequestro de veículos têm como objetivo atingir os recursos utilizados pelo grupo.
Materiais, valores, documentos e aparelhos eletrônicos encontrados durante o cumprimento dos mandados serão encaminhados para perícia e análise. A expectativa é que o conteúdo apreendido contribua para identificar novos integrantes, possíveis comparsas e bens que tenham sido ocultados pela organização.
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