Falta de energia por quase 25 horas causa mortandade de peixes em propriedade rural de Cascavel
Produtores de Colônia Melissa relatam demora no atendimento da Copel e prejuízos ainda são contabilizados após morte de peixes
Uma propriedade rural de Colônia Melissa, em Cascavel, no oeste do Paraná, registrou uma grande mortandade de peixes após permanecer quase 25 horas sem energia elétrica entre os dias 21 e 22/09. Segundo os proprietários, a interrupção começou às 20h44 e, apesar das tentativas de atendimento junto à Copel, o fornecimento só foi restabelecido às 21h35 do dia seguinte.
Pouco depois das 21h, os responsáveis pela propriedade abriram um chamado junto à concessionária. Às 21h35, receberam a informação de que uma equipe havia sido encaminhada para verificar a ocorrência.
Durante a madrugada, um SMS enviado pela empresa informou que o fornecimento havia sido normalizado. No entanto, de acordo com os produtores, a energia continuava interrompida na propriedade.
Diante da falta de eletricidade, os responsáveis acionaram aeradores e adotaram medidas para aumentar a oxigenação do açude. Segundo o relato, foram necessárias cerca de quatro horas para realizar as ligações e colocar os equipamentos em funcionamento.
Na manhã seguinte, os produtores encontraram um grande volume de peixes mortos. A quantidade aumentou ao longo do dia, levando os responsáveis a iniciar a retirada dos animais do açude.
O trabalho continuou durante dois dias. Os produtores precisaram dedicar o período à remoção dos peixes mortos enquanto buscavam reduzir os impactos sobre a atividade.
Segundo os proprietários, o chamado registrado junto à Copel acabou sendo encerrado sem que técnicos comparecessem à propriedade para efetuar a religação. A propriedade possui sistema de monitoramento, sondas, aeradores e um gerador acionado por trator, mas os equipamentos não foram suficientes para evitar a mortandade durante o período prolongado sem energia.
O prejuízo ainda está sendo contabilizado. Os produtores afirmam que a perda dos peixes representa uma dificuldade significativa para a recuperação da atividade na propriedade.
Fonte: Sou Agro