27 de outubro de 2026

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Sanepar trata 457 bilhões de litros de esgoto e melhora qualidade dos rios no Paraná

Relatório do Ipardes aponta que 87% dos pontos monitorados têm boa qualidade da água, enquanto a Companhia amplia investimentos em saneamento....

Sanepar trata 457 bilhões de litros de esgoto e melhora qualidade dos rios no Paraná
© Divulgação

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tratou, em 2025, quase 457 bilhões de litros de esgoto que poderiam ser despejados no meio ambiente e contaminar rios e córregos. O tratamento de 100% do esgoto coletado nas cidades atendidas pela empresa contribui para a melhora da qualidade das bacias hidrográficas do estado, conforme relatório de desenvolvimento sustentável divulgado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

A edição 2026 dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável por Bacias Hidrográficas do Paraná aponta que 87% dos 172 pontos de monitoramento avaliados apresentaram Índice de Qualidade das Águas (IQA) classificado como bom. O resultado representa um avanço de seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, publicado em 2022, quando o índice era de 81%.

A cobertura da rede coletora de esgoto nas áreas atendidas pela Sanepar chegou a 82,9%, ante 78,9% em 2022. O percentual supera a média nacional de 62,3%, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinisa).

Para ampliar o atendimento, a Companhia prevê investir R$ 13 bilhões até 2030, com o objetivo de acelerar a universalização do saneamento.

Programa Água Segura

Além do tratamento de esgoto, a Sanepar desenvolve ações de preservação dos mananciais por meio do programa Água Segura. A iniciativa utiliza um modelo preditivo de inteligência hídrica, alinhado aos indicadores territoriais e de qualidade ambiental identificados pelo Ipardes.

As medidas incluem prevenção de riscos, recuperação de áreas vulneráveis e ações para aumentar a resiliência hídrica, que corresponde à capacidade dos rios de suportar períodos de estiagem sem comprometer o equilíbrio ambiental.

Apesar do avanço na qualidade da água, 13% dos pontos monitorados foram classificados como razoáveis ou ruins. Desse total, 9% receberam classificação razoável e 4% foram considerados ruins.

Para enfrentar os problemas de contaminação, o programa adota uma abordagem de múltiplas barreiras, que envolve recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs), controle de erosão e turbidez e manejo sustentável do solo.

Outra medida é a aplicação do Fundo Azul, que bonifica agricultores responsáveis pela proteção de nascentes e matas ciliares nas bacias de mananciais.

Bacias hidrográficas com áreas críticas

O diagnóstico do Ipardes identificou as bacias do Piquiri, Baixo Iguaçu, Alto Ivaí e Baixo Tibagi entre as regiões que concentram rios com potenciais conflitos de uso ou contaminação subterrânea.

Para monitorar essas áreas, a Sanepar desenvolve ferramentas de resposta rápida destinadas à identificação e priorização de pontos críticos. Entre as medidas previstas estão alertas automáticos e acionamento de planos de emergência e contingência para mananciais e poços sob estresse.

A Companhia também trabalha no desenvolvimento do Protocolo de Atendimento Rápido (PAR) e do sistema NOAH (Navegador Operacional de Avaliação Hídrica), que permitirá a elaboração de mapas georreferenciados de calor e riscos.

Demanda por água e prioridades

O relatório também avalia os usos setoriais da água, divididos em abastecimento público, indústria, agricultura e pecuária.

As maiores proporções de consumo destinadas ao abastecimento público foram registradas nas bacias do Alto Iguaçu, com 75%, Baixo Tibagi, com 54%, e Região Litorânea, com 51%.

Embora o programa Água Segura tenha abrangência estadual, a Sanepar prioriza grandes centros urbanos e sistemas integrados localizados em regiões com elevada demanda por água.

Entre as áreas prioritárias estão o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), Londrina, Cambé, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Matinhos, Pontal do Paraná e Guaratuba.

Relatório de desenvolvimento sustentável

A publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável por Bacias Hidrográficas do Estado do Paraná reúne informações ambientais e socioeconômicas para subsidiar políticas públicas, pesquisas, planejamento e gestão ambiental.

O documento apresenta mapas, tabelas e gráficos com uma análise integrada do território paranaense, voltada à promoção do desenvolvimento socioeconômico.

Na dimensão ambiental, o Índice de Qualidade das Águas é calculado a partir de dados coletados em 172 pontos de monitoramento distribuídos pelo estado e classificados conforme os critérios do Instituto Água e Terra (IAT).

/Samoel Almeida - Foto: Divulgação


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