06 de novembro de 2026

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Polícia Científica do Paraná passa a usar tecnologia inédita para identificar drogas e produtos adulterados

Equipamento de R$ 2 milhões permite analisar medicamentos, substâncias desconhecidas e alimentos, como vinhos e azeites....

Polícia Científica do Paraná passa a usar tecnologia inédita para identificar drogas e produtos adulterados
© Polícia Científica

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) passou a contar com um espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), tecnologia utilizada para identificar drogas, medicamentos e produtos falsificados ou adulterados. Com a aquisição, a instituição se tornou a primeira Polícia Científica estadual do Brasil a utilizar esse tipo de equipamento. O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões, com recursos repassados integralmente pela Loteria do Estado do Paraná (Lotopar).

Instalado na Seção de Química Forense, o modelo Bruker Fourier 80 fornece informações sobre a estrutura molecular das substâncias. Os dados permitem identificar e caracterizar compostos químicos, complementando os resultados de outros métodos instrumentais utilizados nos laboratórios.

Entre as possibilidades de aplicação estão exames de drogas de abuso, novas substâncias psicoativas, medicamentos, solventes e substâncias desconhecidas. O equipamento também permite analisar misturas e verificar diferenças na composição de alimentos e bebidas, auxiliando na identificação de possíveis adulterações em vinhos, azeites e bebidas alcoólicas.

A tecnologia poderá otimizar determinados procedimentos laboratoriais e oferecer alternativas para exames específicos. Conforme as características das amostras e os métodos utilizados, os resultados também poderão orientar a escolha de análises complementares.

A chefe da Química Forense da PCIPR, Gabriela de Moraes Pinto, explica que a ferramenta amplia as possibilidades de investigação e complementa os equipamentos já disponíveis no laboratório.

A utilização na rotina pericial, porém, depende da implementação e validação das metodologias, além da capacitação dos profissionais. Os procedimentos devem seguir requisitos de qualidade, confiabilidade e rastreabilidade das análises.

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A coordenadora-geral do NAPI Segurança Pública e Ciências Forenses e diretora do Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Caroline Da Ros, destaca o potencial de integração do equipamento a uma rede nacional de Ressonância Magnética Nuclear. A iniciativa pode permitir o compartilhamento de competências e a complementaridade das capacidades analíticas entre instituições.

Até então, no âmbito da perícia oficial brasileira, a tecnologia era utilizada apenas pela Polícia Federal.

/Samoel Almeida - Foto: Polícia Científica


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