Mulher é presa em flagrante por maus-tratos após manter cão acorrentado e em condições degradantes em Irati
Fiscalização constatou que responsável descumpriu orientações anteriores e mantinha animal em ambiente insalubre desde, ao menos, 2022....
Uma mulher de 46 anos foi presa em flagrante na manhã desta terça-feira (28/07), em Irati, na região Centro-Sul do Paraná, por maus-tratos a um cão doméstico. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 41ª Delegacia Regional de Polícia, em conjunto com a Secretaria Municipal de Defesa Animal, após a constatação de que o animal permanecia em condições degradantes, mesmo depois de ter recebido orientações para regularizar a situação.
O imóvel, localizado no Bairro Riozinho, já havia sido fiscalizado em terça-feira (21/07). Na ocasião, a responsável foi formalmente notificada por meio de um Termo de Orientação para providenciar melhorias relacionadas à higiene do ambiente, oferta de água limpa, abrigo adequado e ampliação do espaço destinado ao cão.
Durante nova fiscalização realizada nesta terça-feira (28/07), equipes da Defesa Animal e da Polícia Civil verificaram que nenhuma das determinações havia sido cumprida. Segundo o laudo elaborado pelo médico-veterinário da Defesa Animal, o cão continuava submetido a condições incompatíveis com o bem-estar animal.
A vistoria apontou que o animal, de pequeno porte, sem raça definida e de pelagem clara, permanecia preso por uma corrente curta, sem possibilidade de locomoção adequada ou de manifestar comportamentos naturais da espécie. Conforme registros de imagens históricas de satélite e de mapeamento urbano, o cão permanecia contido no mesmo local desde 2022.
Os fiscais também constataram que o abrigo era improvisado, composto por uma caixa de madeira coberta por lona, sem proteção adequada contra chuva, frio ou calor, instalada sobre solo de terra e barro úmido, sem uma superfície seca para descanso. Os recipientes de água e alimentação apresentavam acúmulo de sujeira, com água contendo limo esverdeado.
Ainda de acordo com o laudo técnico, o cão apresentava pelagem extremamente suja e embaraçada, infestação por pulgas, baixo escore corporal, indicando magreza, além de sinais clínicos e comportamentais compatíveis com estresse crônico, como vocalização constante e comportamento reativo.
Após a emissão do laudo pericial confirmando os maus-tratos, policiais civis foram até o local de trabalho da investigada, onde efetuaram a prisão em flagrante. A mulher foi encaminhada para exame de lesões corporais e, posteriormente, conduzida à Cadeia Pública de Irati, onde permanece à disposição da Justiça.
A ocorrência foi registrada com base no artigo 32, § 1º-A, da Lei Federal nº 9.605/1998, com redação dada pela Lei nº 14.064/2020, que prevê penas mais severas para casos de maus-tratos contra cães e gatos.
A Polícia Civil reforça que denúncias de crimes contra animais podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.