05 de novembro de 2026

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Paraná amplia em 18% exportações de carne de frango e receita chega a US$ 3,39 bilhões

Estado respondeu por 41,8% dos embarques brasileiros entre janeiro e setembro de 2026, mantendo a liderança nacional no setor....

Paraná amplia em 18% exportações de carne de frango e receita chega a US$ 3,39 bilhões
© Jonathan Campos/AEN

O Paraná exportou 1,8 milhão de toneladas de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026, aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. A receita cambial alcançou US$ 3,39 bilhões, crescimento de 23,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (05/11) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Com esse resultado, o Estado respondeu por 41,8% do volume nacional exportado. No Brasil, os embarques somaram 4,3 milhões de toneladas, alta de 14%, enquanto o faturamento chegou a US$ 8,5 bilhões, avanço de 21,8%.

Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, o desempenho das proteínas animais no comércio exterior pode contribuir para que o país e o Paraná alcancem novos recordes de produção e exportação de carne de frango.

Exportações de carne suína e de peru

Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 1,16 milhão de toneladas de carne suína, crescimento de 6,5% na comparação anual. A receita foi de US$ 2,7 bilhões, avanço de 1,4%.

O Paraná, terceiro maior exportador nacional do produto, embarcou 186,3 mil toneladas, aumento de 7,7%. Apesar do crescimento em volume, a receita estadual caiu 6%, totalizando US$ 417,7 milhões.

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Nas exportações de carne de peru, os embarques brasileiros chegaram a 54.073 toneladas, com faturamento de US$ 219,398 milhões. O Paraná respondeu por 10.887 toneladas e receita de US$ 50,749 milhões. No mesmo período de 2025, o Estado havia registrado 10.949 toneladas e US$ 34,224 milhões.

Em setembro, as exportações paranaenses somaram 1.573 toneladas. Embora o volume tenha apresentado pequena redução em relação ao mesmo mês do ano anterior, a receita cresceu 6%, passando de US$ 6,044 milhões para US$ 6,407 milhões.

Preço da carne ovina registra valorização

Na ovinocultura, o preço do animal vivo no Paraná chegou a R$ 18,25 por quilo em setembro, alta de 6,73% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2025, quando a cotação era de R$ 14,90, a valorização foi ainda maior.

No varejo, o pernil ovino com osso alcançou R$ 73,48 por quilo em outubro, aumento de 16,8% em 12 meses.

Defeso da Piracema segue até fevereiro

O período de defeso da Piracema começou em 1º de novembro e segue até 28 de fevereiro de 2027. A medida abrange as bacias dos rios Paraná e Iguaçu e tem como objetivo proteger a reprodução dos peixes e a renovação dos estoques pesqueiros.

Durante o período, está proibida a captura de espécies como dourado, pintado, jaú e lambari. A tilápia não está incluída na proibição geral, mas continua sujeita às demais regras ambientais.

Plantio da soja alcança 71% da área prevista

Na safra de verão, o plantio da soja atingiu 71% dos mais de 5,7 milhões de hectares previstos no Paraná. Nesta semana, 85% das lavouras apresentavam boas condições, percentual inferior aos 88% registrados na semana anterior.

Para o feijão da primeira safra, a previsão é concluir o plantio ainda em novembro. Entre os fatores de atenção estão a elevada umidade, a baixa incidência de radiação solar e o aumento da ocorrência de doenças, condições que podem afetar a produtividade.

Em outubro, os preços pagos aos produtores tiveram valorização de 13% para o feijão preto e de 5% para o feijão carioca.

As informações fazem parte do Boletim Conjuntural da Semana 45/2026, que reúne análises de diferentes segmentos do agronegócio paranaense.

/Samoel Almeida - Foto: Jonathan Campos/AEN


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