Flávio Bolsonaro promete manter SUS e não privatizar estatais durante debate com Lula na Globo
Candidatos trocaram acusações sobre saúde pública, gastos do governo, salário mínimo e aposentadorias durante debate presidencial....
Durante o debate presidencial da TV Globo, realizado na noite desta sexta-feira (23/10), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocaram acusações sobre saúde pública, gestão do SUS, gastos públicos e propostas para a economia.
No primeiro confronto sobre saúde, Flávio afirmou que pretende manter investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), mas defendeu mudanças na gestão dos recursos. O candidato criticou a situação de atendimentos, filas e disponibilidade de medicamentos em unidades públicas.
Flávio também afirmou que pretende realizar um “tesouraço” na corrupção e na burocracia, além de reduzir impostos. Segundo ele, mais de 30 impostos teriam sido criados ou aumentados durante o governo Lula.
Na resposta, Lula defendeu a importância do SUS durante a pandemia de Covid-19 e criticou a condução do governo federal no período. O candidato afirmou que a atuação de profissionais da saúde foi fundamental para evitar um número maior de mortes e responsabilizou o governo da época por decisões relacionadas à pandemia.
Lula também questionou Flávio sobre suas propostas para o SUS e perguntou se o candidato pretendia privatizar o sistema ou cobrar pelos atendimentos realizados na rede pública.
Flávio respondeu que pretende investir no SUS e citou como prioridades a ampliação do Instituto Nacional de Câncer (INCA), investimentos em equipamentos relacionados a transplantes e medidas para reduzir as filas de atendimento.
O candidato também afirmou que pretende renegociar dívidas das Santas Casas com a Caixa Econômica Federal e atualizar a tabela de procedimentos do SUS. Segundo Flávio, os valores pagos atualmente pelo sistema são insuficientes para determinados atendimentos médicos.
Na sequência, Flávio mencionou medidas adotadas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, relacionadas à tabela de pagamentos e ao atendimento na saúde estadual, como referência para sua proposta de redução das filas.
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