Flávio Bolsonaro critica gastos do governo Lula e defende medidas para reduzir juros e dívidas
Candidato do PL afirmou que dívida pública chegou a R$ 11 trilhões e apresentou propostas para reduzir juros e aliviar dívidas...
Durante o debate presidencial da Globo, realizado na noite desta sexta-feira (23/10), os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiram a dívida pública, os juros e o endividamento das famílias brasileiras. Flávio afirmou que a dívida do governo estaria em R$ 11 trilhões e responsabilizou os gastos públicos pela manutenção da taxa de juros em torno de 14%.
Na discussão, Flávio relacionou o crescimento da dívida pública ao aumento do endividamento das famílias e afirmou que os mais pobres seriam os mais afetados pelos juros elevados. O candidato também questionou Lula sobre a situação financeira das famílias brasileiras.
Na sequência, Flávio citou a independência do Banco Central como uma das medidas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, a autonomia da instituição teria como objetivo impedir interferências políticas na definição da taxa de juros.
O candidato também comparou o cenário brasileiro com a situação econômica da Argentina e afirmou que uma redução dos juros por decisão política poderia provocar aumento da inflação e da própria taxa de juros.
Flávio ainda mencionou uma previsão feita em outubro de 2022 sobre a taxa de juros caso Jair Bolsonaro permanecesse na Presidência. Segundo ele, a estimativa era de que a taxa estivesse próxima de 7%, enquanto atualmente estaria em torno de 14%.
A partir dessa diferença, o candidato afirmou que o custo anual relacionado à dívida pública poderia chegar a quase R$ 1 trilhão em pagamentos de juros. Flávio disse que pretende utilizar parte dos recursos para reduzir a dívida e criar condições para a queda da taxa de juros.
O candidato também apresentou uma proposta de renegociação de dívidas por meio da Caixa Econômica Federal. Segundo Flávio, a medida permitiria que pessoas físicas interrompessem os pagamentos por seis meses, enquanto empresas teriam o pagamento das dívidas suspenso por um ano.
A proposta, de acordo com o candidato, teria como objetivo permitir que famílias voltassem a consumir e que empresas recuperassem a capacidade de comprar mercadorias e manter seus negócios. Flávio afirmou que a medida seria parte de uma estratégia para reinserir famílias e empresas na economia e estimular a retomada da atividade econômica.
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